Parece que jamais serás a mesma e que nada mais terá sentido como antes, mas assim como é líquida essa tristeza, essas águas são dinâmicas e fluidas. Então deixa que as coisas se renovem, e que as perdas tenham mais de um sentido, que os vazios te ofereçam mais espaço, pra que a vida te compense com o impossível. E permita que a alegria se aproxime, e que traga mais calor para os teus dias, quando tudo nos parece um desolo, é possível ainda assim, ser poesia.
Seja forte, siga em frente, respire fundo, e perceba a importância de se ter braços vazios, pra que se possa ter espaço em si para abraçar o mundo.
[Marla de Queiroz]
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
parafraseando TM,
eu mesma me bagunço e tumultuo tudo em mim.
parece que meu coração diz: pára!
silencia. se embrulha e se embaralha.
parece que meu coração diz: pára!
silencia. se embrulha e se embaralha.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
garotas simples
- céus, as mulheres nessas revistas. algumas são noivas de verdade. não são todas modelos. todas sorrindo. é como se a única coisa que importasse fosse encontrar o sapato perfeito para combinar com o vestido. eu conheci essas garotas. estudei com elas. é engraçado. eu sentia pena delas. são garotas simples. só querem encontrar o cara, se casar e, sabe... viver. não sei. acho que você nasce simples, ou nasce... como eu. quero ser a pessoa que fica feliz por encontrar o vestido perfeito. quero ser simples. porque não se coloca uma arma na cabeça de uma garota simples.
Cristina Yang - Grey's Anatomy - 7x01
Cristina Yang - Grey's Anatomy - 7x01
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
é como uma bomba-relógio. não tenho a cronometragem, mas sei que em breve vai explodir.
tudo me afeta demais.
por que eu tenho que ser assim?
odeio esse tédio onde a minha vida decidiu descansar.
preciso de algo que me faça querer viver... viver por viver nunca foi e nunca será meu ideal.
algo que tire meus pés do chão, que me faça lutar, acreditar que posso ser melhor, que tudo pode ser melhor.
um aperto no peito, um nó na garganta...
tudo me afeta demais.
por que eu tenho que ser assim?
odeio esse tédio onde a minha vida decidiu descansar.
preciso de algo que me faça querer viver... viver por viver nunca foi e nunca será meu ideal.
algo que tire meus pés do chão, que me faça lutar, acreditar que posso ser melhor, que tudo pode ser melhor.
um aperto no peito, um nó na garganta...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
então que eu tenho essa mania de ir à fundo. de querer sempre mais, mais um pouco, mais uma explicação, mais uma definição, mais uma certeza.
eu mexo na ferida até que ela fique latejando e sangre tudo o que tiver de sangrar. quero sempre ir mais fundo e não me contento com nenhuma superficialidade.
daí que isso me faz muito mal. faz com que eu remoa todas as dores que já deviam ter ficado no passado. faz com que eu estrague os melhores relacionamentos e sentimentos que tenho. faz com que eu me sinta menor do que realmente sou enquanto finjo ter um ego que mal me cabe.
hoje vou dormir relembrando algumas histórias e amanhã a ferida estará imensa e exposta.
não consigo evitar.
eu mexo na ferida até que ela fique latejando e sangre tudo o que tiver de sangrar. quero sempre ir mais fundo e não me contento com nenhuma superficialidade.
daí que isso me faz muito mal. faz com que eu remoa todas as dores que já deviam ter ficado no passado. faz com que eu estrague os melhores relacionamentos e sentimentos que tenho. faz com que eu me sinta menor do que realmente sou enquanto finjo ter um ego que mal me cabe.
hoje vou dormir relembrando algumas histórias e amanhã a ferida estará imensa e exposta.
não consigo evitar.
sábado, 15 de outubro de 2011
preciso de renovação.
que algo novo aconteça e mude o rumo dos meus passos.
não é que a vida esteja ruim... é que eu sempre preciso de mudanças, de novidade, de brilho nos olhos e frio na barriga.
quero uma novidade bonita e arrasadora, de encher o coração e criar borboletas no estômago.
que venha logo qualquer coisa que mude completamente a minha vida pra melhor.
que algo novo aconteça e mude o rumo dos meus passos.
não é que a vida esteja ruim... é que eu sempre preciso de mudanças, de novidade, de brilho nos olhos e frio na barriga.
quero uma novidade bonita e arrasadora, de encher o coração e criar borboletas no estômago.
que venha logo qualquer coisa que mude completamente a minha vida pra melhor.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
de: eu / para: mim
Desejo que a sua vida inteira seja abençoada, cada pequenino trecho dela, em toda a sua extensão. Que cada bênção abrace também as pessoas que ama e seja tão vasta que leve abraço a outros tantos seres, sobretudo àqueles que mais sofrem, seja lá por que sofrem. Desejo que os nós que apertam o seu coração sejam gentilmente desatados e que os sentimentos que os formaram se transformem na abertura capaz de criar belos laços de afeto. Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.
Desejo que volte para o seu mar quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu tesouro. Que quando encontrá-lo, não seja avarento. Que descubra maneiras para compartilhar a sua felicidade, o jeito mais gostoso para se expandir a riqueza. Desejo que quando os ventos da mudança ventarem mais forte, e sentir medo de ser carregado junto com tudo o que parecerem arrastar, você já conheça o lugar onde nada pode arrastá-lo. Que já saiba maneiras de respirar mais macio, quando as circunstâncias lhe encurtarem o fôlego. Que, com o passar do tempo, a sua alma se torne cada vez mais maleável, mas que seja firme o bastante para nunca desistir de você.
Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz. Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz. Que, ao experimentar um caixote ou outro, não se arrependa por ter entrado na água, nem desista de brincar. Todo mundo experimenta um caixote ou outro, às vezes um monte deles, quando se arrisca a viver. O outro jeito é estar morto. O outro jeito é não sentir.
Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes. Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida. Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.
Desejo que encontre maneiras para se fazer feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir, porque a verdade é que a gente não sabe se tem outro dia. Que quanto mais passar a sua alma a limpo, mais descubra, mais desnude, mais partilhe, com medo cada vez menor, a beleza que desde sempre você é. Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir.
Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, abra os olhos pra dentro e ouça: o meu coração estará dizendo esta mesma prece de amor para o seu. Amor incondicional, exatamente como neste instante. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais.
“Prece para quem se ama”, Ana Jácomo
Desejo que volte para o seu mar quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu tesouro. Que quando encontrá-lo, não seja avarento. Que descubra maneiras para compartilhar a sua felicidade, o jeito mais gostoso para se expandir a riqueza. Desejo que quando os ventos da mudança ventarem mais forte, e sentir medo de ser carregado junto com tudo o que parecerem arrastar, você já conheça o lugar onde nada pode arrastá-lo. Que já saiba maneiras de respirar mais macio, quando as circunstâncias lhe encurtarem o fôlego. Que, com o passar do tempo, a sua alma se torne cada vez mais maleável, mas que seja firme o bastante para nunca desistir de você.
Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz. Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz. Que, ao experimentar um caixote ou outro, não se arrependa por ter entrado na água, nem desista de brincar. Todo mundo experimenta um caixote ou outro, às vezes um monte deles, quando se arrisca a viver. O outro jeito é estar morto. O outro jeito é não sentir.
Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes. Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida. Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.
Desejo que encontre maneiras para se fazer feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir, porque a verdade é que a gente não sabe se tem outro dia. Que quanto mais passar a sua alma a limpo, mais descubra, mais desnude, mais partilhe, com medo cada vez menor, a beleza que desde sempre você é. Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir.
Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, abra os olhos pra dentro e ouça: o meu coração estará dizendo esta mesma prece de amor para o seu. Amor incondicional, exatamente como neste instante. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais.
“Prece para quem se ama”, Ana Jácomo
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
meme (porque o blog anda jogado às traças)
Sete coisas que faço bem:
- reclamar
- ouvir
- planejar
- escrever (sobre me expressar pela escrita e nada mais)
- acalentar
- procrastinar (um dom!)
- perdoar
Sete coisas que não faço bem:
- relaxar
- cantar
- falar em público
- correr
- desistir
- terminar relacionamentos
- esquecer
Sete coisas que me atraem no sexo oposto:
- inteligência (no sentido amplo da palavra ok? ok)
- boca
- mãos
- olhos
- peito
- sorriso
- a pegada
Sete coisas que não suporto no sexo oposto:
- machismo, racismo, homofobia ou preconceito de qualquer tipo (não suporto em ninguém)
- querer mandar em mim
- ser uma pessoa comigo e outra na frente das outras pessoas
o resto acho que dá pra aguentar.
Sete coisas que digo com freqüência:
- uai
- putaquepariu!
- gente,
- sei lá
- não sei mais, as pessoas que me escutam é que devem saber(?) hahaha
Sete atores/atrizes que eu gosto:
- wagner moura
chega.
Sete atores/atrizes que eu detesto:
- ah, preguiça...
Sete filmes que eu adoro:
- brilho eterno de uma mente sem lembranças
- garota, interrompida
- closer - perto demais
- nome próprio
- uma mente brilhante
- romance
- o fabuloso destino de amélie poulain
Sete filmes que eu detesto:
- tropa de elite 1 (mesmo com meu waguinho ♥)
Sete lugares favoritos:
- quando eu me sinto em casa (seja lá onde for)
- ouro preto (tenho alguma conexão com aquele lugar)
- reclamar
- ouvir
- planejar
- escrever (sobre me expressar pela escrita e nada mais)
- acalentar
- procrastinar (um dom!)
- perdoar
Sete coisas que não faço bem:
- relaxar
- cantar
- falar em público
- correr
- desistir
- terminar relacionamentos
- esquecer
Sete coisas que me atraem no sexo oposto:
- inteligência (no sentido amplo da palavra ok? ok)
- boca
- mãos
- olhos
- peito
- sorriso
- a pegada
Sete coisas que não suporto no sexo oposto:
- machismo, racismo, homofobia ou preconceito de qualquer tipo (não suporto em ninguém)
- querer mandar em mim
- ser uma pessoa comigo e outra na frente das outras pessoas
o resto acho que dá pra aguentar.
Sete coisas que digo com freqüência:
- uai
- putaquepariu!
- gente,
- sei lá
- não sei mais, as pessoas que me escutam é que devem saber(?) hahaha
Sete atores/atrizes que eu gosto:
- wagner moura
chega.
Sete atores/atrizes que eu detesto:
- ah, preguiça...
Sete filmes que eu adoro:
- brilho eterno de uma mente sem lembranças
- garota, interrompida
- closer - perto demais
- nome próprio
- uma mente brilhante
- romance
- o fabuloso destino de amélie poulain
Sete filmes que eu detesto:
- tropa de elite 1 (mesmo com meu waguinho ♥)
Sete lugares favoritos:
- quando eu me sinto em casa (seja lá onde for)
- ouro preto (tenho alguma conexão com aquele lugar)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
você não acha incrível como a gente se desliga do mundo quando fica algum tempo dentro do ônibus?
eu estava voltando do trabalho, o dia havia sido cansativo. os fones no ouvido com as músicas no modo aleatório - ouvi dizer que estamos perdendo a nossa audição depois dos 25 anos de idade por causa desses pequenos objetos, dá pra acreditar? e pensei que queria te contar isso, já que você gosta de escutar música no volume mais alto. ou gostava? não sei. são tantas as coisas que eu já não sei. e isso é tão estranho.
nós fomos as pessoas mais próximas desse mundo. sabíamos a hora que o outro acordava, qual a primeira coisa que fazia no dia, provavelmente o que comeria no café da manhã. eu seria capaz de prever qual roupa você escolheria pra vir me ver dependendo da ocasião, afinal conhecia todas de cor. sabia que você não podia beber coca-cola por causa da gastrite, embora teimasse e tomasse escondido no café da manhã. conhecia seu jeito de disfarçar ciúme e de pedir carinho. sabia dos seus medos do futuro, da falta de certeza em qual carreira seguir.
você conhecia meu ponto fraco e não se importava com ele. aprendeu a fazer cafuné do meu jeito preferido. pedia meus sabores favoritos na sorveteria sem que eu precisasse dizer nada. conhecia meus sonhos e planos, e queria fazer parte deles. reconhecia quando eu mentia e ignorava algumas vezes. diferenciava meu "não" sincero do meu "não" que pedia pra você insistir mais um pouquinho.
tínhamos as nossas intimidades, os nossos códigos, coisas que só nós dois entendíamos. nossas músicas, os filmes que assistimos juntos, nossas datas, nossas fotos, presentes e cartas.
e agora temos um abismo. uma distância tão grande entre você e eu que me pergunto se um dia tudo foi mesmo real. vejo suas fotos e quase sinto o cheiro da sua pele invadir o ambiente. sim, foi real, você foi meu, tão meu que não consigo aceitar que algo tão concreto tenha virado nada.
olhei pela janela do ônibus e vi, colado em um poste perto do sinal, um anúncio que dizia "trago a pessoa amada em 3 dias". pensei que talvez não fosse tão errado assim apelar pra esse tipo de coisa. já fomos tão felizes juntos, afinal... por que não? em três dias eu sentiria a sua pele na minha e teria novamente as nossas vidas entrelaçadas, um fazendo parte do outro. dane-se o livre arbítrio, afinal.
tentei imaginar como seria e não consegui. não sei mais quem você é. sei quem era aquele menino do sorriso aberto que vomitava quando ficava muito tempo viajando, mas ouço dizer por aí que agora ele faz viagens de dias e dias. você conhece a menina que ficava bêbada muito rápido, mas não imagina o quanto eu sou capaz de beber sem cambalear agora. o tempo foi cruel. desatou os laços e nos levou com ele.
pensei tantas vezes no que te diria se te reencontrasse... "senti sua falta", "eu ainda te amo" ou "finalmente te esqueci". e hoje só conseguiria dizer, sinceramente, "oi, estranho".
domingo, 11 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
pensei que um dia te mostraria tudo que escrevi sobre você. não foram poucas coisas. você me atormentou durante muitos anos. quer dizer, não era bem você, claro. você nem mesmo me procurou - nem um torpedo, uma ligação, um e-mail, um raio de uma carta, caralho! desde que prometeu se afastar, foi o que fez. teve aquela vez que conseguiu passar na auto-escola e me ligou eufórico com a novidade. despediu-se e sumiu. "ele volta", pensei. não voltou. o que me atormentava mesmo era a sua lembrança, o seu fantasma. você continuava vivo e ainda assim era uma assombração na minha vida, que perturbava todas as minhas noites insones. remoendo essa metáfora me afundei tantas e tantas vezes no sofá fofo da minha terapeuta (sempre achei mais chique um divã, mas vá entender essas vertentes malucas da psicologia, não é?)... o que teria acontecido, o que não teria, o que seria memória emocional, o que seria fuga da realidade, o que eram as suas mãos no meu corpo naquelas noites em que nada mais importava, o que eram seus olhos que me diziam tanto mesmo quando a boca negava, o que o tempo queria nos afastando assim?
pensei que se um dia esbarrássemos em alguma rua por aí, daqui a mais alguns anos (claro, preciso de mais algum tempo de academia, um loubotin e uma chanel, aquele peeling que tenho adiado e o russian red da mac), eu te olharia como um qualquer. "oi, como vai?" "estou bem e você?" "estou ótima" e meu sorriso te mataria. você seria um fantasma morto. enfim morto. morto. mor-to.
e de tanto pensar na sua morte já cheguei a imaginar que ninguém lembraria de mim caso alguma fatalidade te ocorresse. e que talvez alguma viúva estivesse ali, recebendo as condolências e sentindo a sua perda como sua mulher. e ela não seria. não como eu. não com o meu amor. não.
o que eu não pensei, definitivamente, foi que te encontraria aqui. nesse bar, em meio à alguns amigos daquela época, sorrindo despretensioso. sorrindo. pra mim. "oi! como você está?" "estou... bem! e você?" "também! quanto tempo, hein? você está linda."
de sapatilha, batom nude do duda molinos e há uma semana sem academia por falta de tempo. eu estou linda.
"obrigada", sorri. "você aqui... passando férias?" "não... me mudei pra cá há alguns meses." sorriu e virou-se pra cumprimentar outro amigo que chegou.
fantasma filho da puta. mais vivo do que nunca.
pensei que se um dia esbarrássemos em alguma rua por aí, daqui a mais alguns anos (claro, preciso de mais algum tempo de academia, um loubotin e uma chanel, aquele peeling que tenho adiado e o russian red da mac), eu te olharia como um qualquer. "oi, como vai?" "estou bem e você?" "estou ótima" e meu sorriso te mataria. você seria um fantasma morto. enfim morto. morto. mor-to.
e de tanto pensar na sua morte já cheguei a imaginar que ninguém lembraria de mim caso alguma fatalidade te ocorresse. e que talvez alguma viúva estivesse ali, recebendo as condolências e sentindo a sua perda como sua mulher. e ela não seria. não como eu. não com o meu amor. não.
o que eu não pensei, definitivamente, foi que te encontraria aqui. nesse bar, em meio à alguns amigos daquela época, sorrindo despretensioso. sorrindo. pra mim. "oi! como você está?" "estou... bem! e você?" "também! quanto tempo, hein? você está linda."
de sapatilha, batom nude do duda molinos e há uma semana sem academia por falta de tempo. eu estou linda.
"obrigada", sorri. "você aqui... passando férias?" "não... me mudei pra cá há alguns meses." sorriu e virou-se pra cumprimentar outro amigo que chegou.
fantasma filho da puta. mais vivo do que nunca.
quinze coisas que eu sei
(porque é exatamente disso que estou precisando lembrar: do que sei, do que posso, do que sou capaz)
1 - bordar em ponto cruz e vagonite.
2 - fazer leitura dinâmica.
3 - ouvir. sério. muito sério. se você não é meu amigo não tem noção do quanto isso é sério.
4 - perdoar. bem a essência do que isso significa.
5 - bolo gelado de coco com leite condensado que todo mundo se apaixona.
6 - delinear os olhos (quase sempre) direitinho.
7 - começar dieta na quarta-feira.
8 - tomar a iniciativa.
9 - jogar sudoku (aprendi num processo seletivo de emprego)
10 - amamentar um bebê, embora eu ainda não tenha parido.
11 - rir de qualquer bobagem.
12 - discutir ferrenhamente sobre o que acredito. e lutar por isso sem largar o osso. nunca largo o osso.
13 - provocar.
14 - "falar" algumas coisas em libras.
15 - conseguir o que eu quero. que fique claro pra mim mesma e que eu possa ler esse número 15 sempre que preciso for: tudo que eu quis com vontade e que eu batalhei pra ter, tu-do, eu consegui.
1 - bordar em ponto cruz e vagonite.
2 - fazer leitura dinâmica.
3 - ouvir. sério. muito sério. se você não é meu amigo não tem noção do quanto isso é sério.
4 - perdoar. bem a essência do que isso significa.
5 - bolo gelado de coco com leite condensado que todo mundo se apaixona.
6 - delinear os olhos (quase sempre) direitinho.
7 - começar dieta na quarta-feira.
8 - tomar a iniciativa.
9 - jogar sudoku (aprendi num processo seletivo de emprego)
10 - amamentar um bebê, embora eu ainda não tenha parido.
11 - rir de qualquer bobagem.
12 - discutir ferrenhamente sobre o que acredito. e lutar por isso sem largar o osso. nunca largo o osso.
13 - provocar.
14 - "falar" algumas coisas em libras.
15 - conseguir o que eu quero. que fique claro pra mim mesma e que eu possa ler esse número 15 sempre que preciso for: tudo que eu quis com vontade e que eu batalhei pra ter, tu-do, eu consegui.
domingo, 4 de setembro de 2011
treze coisas que eu não sei
1 - cozinhar feijão
2 - organizar pensamentos sem anotações
3 - reatar velhos laços
4 - quanto custa um ipad
5 - recusar chocolate (já soube, hoje não mais. desaprendi e pronto)
6 - ter espírito empreendedor ou coisa que o valha
7 - rir sem vontade
8 - como é que alguém não gosta de cachorros?
9 - estudar com barulho
10 - marcar o côncavo sem pincel específico
11 - jogar truco, bolinha de gude, andar de bicicleta, nadar, pular elástico, jogar video game e mais um monte de coisas que mostra que eu não tive uma infância das mais divertidas
12 - ignorar provocações (de quaisquer natureza)
13 - desdenhar amores, paixões e tempestades
2 - organizar pensamentos sem anotações
3 - reatar velhos laços
4 - quanto custa um ipad
5 - recusar chocolate (já soube, hoje não mais. desaprendi e pronto)
6 - ter espírito empreendedor ou coisa que o valha
7 - rir sem vontade
8 - como é que alguém não gosta de cachorros?
9 - estudar com barulho
10 - marcar o côncavo sem pincel específico
11 - jogar truco, bolinha de gude, andar de bicicleta, nadar, pular elástico, jogar video game e mais um monte de coisas que mostra que eu não tive uma infância das mais divertidas
12 - ignorar provocações (de quaisquer natureza)
13 - desdenhar amores, paixões e tempestades
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
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