queria saber escrever bonito, de um jeito que iluminasse o dia de quem me lesse.
queria saber colocar em palavras essas coisas tão singelas que sinto de vez em quando.
queria saber falar com firmeza e propriedade sobre sentimentos que conheço tão bem. e que apertassem o coração e causassem sorriso as minhas palavras.
acontece que eu não sei. escrevo assim desse jeito tosco e com palavras simples, e geralmente só sei dizer coisas tristes.
mas dizem por aí que a dor é sinal de que há vida. e passa.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
eu tenho tanto medo de um dia olhar pra trás e ver grandes espaços em branco. porque é como a minha vida parece algumas vezes: como se não estivesse sendo vivida. vou empurrando, adiando, sonhando, planejando. e realizo tão pouco.
às vezes acordo e me pergunto como foi que cheguei até aqui. qual foi a correnteza que desaguou nesse lugar.
e não quero continuar com essa sensação. não quero que esse desespero de não saber por onde andei se agrave.
tenho tantos sonhos. e a maior parte deles é perfeitamente realizável. não quero mais adiá-los.
quero um dia olhar pro passado e ter certeza dos passos que dei, com firmeza de ter dado o meu melhor. de ter feito o que quis fazer. de ter propriedade sobre o meu presente, quiçá sobre alguma parte do meu futuro.
tomar como minha a vida que escolhi ter. no regrets, just love.
às vezes acordo e me pergunto como foi que cheguei até aqui. qual foi a correnteza que desaguou nesse lugar.
e não quero continuar com essa sensação. não quero que esse desespero de não saber por onde andei se agrave.
tenho tantos sonhos. e a maior parte deles é perfeitamente realizável. não quero mais adiá-los.
quero um dia olhar pro passado e ter certeza dos passos que dei, com firmeza de ter dado o meu melhor. de ter feito o que quis fazer. de ter propriedade sobre o meu presente, quiçá sobre alguma parte do meu futuro.
tomar como minha a vida que escolhi ter. no regrets, just love.
a gente faz tantos planos. quer emagrecer pro verão (verão esse que será devidamente aproveitado dentro de casa assistindo seriados e filmes e lendo e chorando ouvindo adele). quer comprar um celular novo pra fazer parte de um grupo de gente idiota que tira foto de comida em tom sépia. quer aumentar a carga de exercícios físicos pra ver se a endorfina dá as caras. larga os remédios porque 'eu dou conta sozinha'. e liga pros amigos que abandonou pra tentar reatar os laços. bota fé que 'quem acredita sempre alcança' e que 'baby, you're a firework'.
a gente planeja arrumar um bom emprego só pra viajar com o namorado nas férias pra buenos aires. e planeja apresentá-lo pra família inteira na primeira oportunidade que houver. escolhe os nomes dos futuros filhos. fala deles como se fossem chegar amanhã, ou daqui a 2 ou 8 meses, pensa em como adaptar a cachorrinha à vida nova. já sabe como vai criá-los, quais os valores quer passar, que tipo de música vai tocar enquanto estiverem na barriga.
pensa em qual vestido vai usar na formatura. e de que cor serão as paredes do consultório. como vai ser o cartão com seu nome, telefone e CRP. sabe que precisa começar um curso de inglês, mas adia, 'um dia eu faço, vai dar tempo'.
a gente se esquece que o amanhã não existe. que de repente a vida muda. o vento sopra e leva tudo embora.
que minha estrutura seja forte o suficiente pra suportar mais esse vendaval.
a gente planeja arrumar um bom emprego só pra viajar com o namorado nas férias pra buenos aires. e planeja apresentá-lo pra família inteira na primeira oportunidade que houver. escolhe os nomes dos futuros filhos. fala deles como se fossem chegar amanhã, ou daqui a 2 ou 8 meses, pensa em como adaptar a cachorrinha à vida nova. já sabe como vai criá-los, quais os valores quer passar, que tipo de música vai tocar enquanto estiverem na barriga.
pensa em qual vestido vai usar na formatura. e de que cor serão as paredes do consultório. como vai ser o cartão com seu nome, telefone e CRP. sabe que precisa começar um curso de inglês, mas adia, 'um dia eu faço, vai dar tempo'.
a gente se esquece que o amanhã não existe. que de repente a vida muda. o vento sopra e leva tudo embora.
que minha estrutura seja forte o suficiente pra suportar mais esse vendaval.
sábado, 10 de dezembro de 2011
- as pessoas costumam vir aqui e desabafar seus problemas amorosos. eu sei que vêm. e quando digo amorosos quero dizer românticos. a gente tem tanto amor na vida que se perde entre eles, é natural. então a pessoa vem e senta nesse sofá e tenta contar tudo - cada mí-ni-mo detalhe - pra descobrir onde é que errou. o que é que podia ter feito diferente. qual o próximo passo a dar. ah, deus, o próximo passo a dar, qual seria ele?
mas não eu. eu vim por questões superiores. pra lidar comigo mesma, pra desvendar minha escuridão, pra me ver com outros olhos. não essa baboseira de romance e amor não correspondido e traições e abandonos.
até hoje.
porque hoje eu só quero falar desse aperto no peito e esse nó na garganta, que é o que acontece quando a dor já cansou de se alojar só na alma. eu quero te contar que da última vez que nos vimos ele disse que me amava mas que nunca - nunca, nunca, nunca mais - ia ser meu de novo. e foi preciso que eu pedisse, mas houve um último beijo na porta do ônibus. fizemos promessas, tantas delas, você não pode imaginar. e os planos que foram adiados pra 'daqui a pouco' não mais dispõem de terreno pra acontecer. viraram vento, poeira, nada.
queria que você parasse de me olhar como se eu fosse uma jovem-com-toda-uma-vida-pela-frente e me visse como me sinto agora: uma moribunda caquética recolhendo seus pedaços pelo chão. que você olhasse aqui dentro e me dissesse que raios aconteceu com meu coração, se ele está tão roxo e sufocado quanto parece. queria que você abrisse minha cabeça e pinçasse memória por memória, todas as vezes que o nome dele aparecesse. que no meu peito você colocasse uma pedra pra que nunca mais fosse tudo tão pesado assim.
eu sei. passou. não dá pra reverter os erros, não dá pra implorar pela última vez (quantas últimas já houveram?), não dá pra pedir 'ei, por favor, me ame só mais um pouquinho'.
nosso tempo tá acabando, tem mais alguma desesperada sentada ali na recepção esperando pra ocupar esse lugar, se agarrar nessa almofada como uma última esperança materializada, dizer todas essas coisas tolas e inúteis. terminamos todos aqui, desabafando amores perdidos e dores inconfessavelmente banais.
na próxima semana voltamos a falar de assuntos profundos, do quanto estou quebrada por dentro simplesmente por ter o fardo de ser eu. obrigada pelos lenços e desculpe pela banalidade. é que dói, dói tanto. e chega uma hora que caímos todos nos clichês comuns e ordinários das dores de um amor que se foi. romance... essa coisa estúpida alimentada pelas comédias americanas e por esses seus sofás.
mas não eu. eu vim por questões superiores. pra lidar comigo mesma, pra desvendar minha escuridão, pra me ver com outros olhos. não essa baboseira de romance e amor não correspondido e traições e abandonos.
até hoje.
porque hoje eu só quero falar desse aperto no peito e esse nó na garganta, que é o que acontece quando a dor já cansou de se alojar só na alma. eu quero te contar que da última vez que nos vimos ele disse que me amava mas que nunca - nunca, nunca, nunca mais - ia ser meu de novo. e foi preciso que eu pedisse, mas houve um último beijo na porta do ônibus. fizemos promessas, tantas delas, você não pode imaginar. e os planos que foram adiados pra 'daqui a pouco' não mais dispõem de terreno pra acontecer. viraram vento, poeira, nada.
queria que você parasse de me olhar como se eu fosse uma jovem-com-toda-uma-vida-pela-frente e me visse como me sinto agora: uma moribunda caquética recolhendo seus pedaços pelo chão. que você olhasse aqui dentro e me dissesse que raios aconteceu com meu coração, se ele está tão roxo e sufocado quanto parece. queria que você abrisse minha cabeça e pinçasse memória por memória, todas as vezes que o nome dele aparecesse. que no meu peito você colocasse uma pedra pra que nunca mais fosse tudo tão pesado assim.
eu sei. passou. não dá pra reverter os erros, não dá pra implorar pela última vez (quantas últimas já houveram?), não dá pra pedir 'ei, por favor, me ame só mais um pouquinho'.
nosso tempo tá acabando, tem mais alguma desesperada sentada ali na recepção esperando pra ocupar esse lugar, se agarrar nessa almofada como uma última esperança materializada, dizer todas essas coisas tolas e inúteis. terminamos todos aqui, desabafando amores perdidos e dores inconfessavelmente banais.
na próxima semana voltamos a falar de assuntos profundos, do quanto estou quebrada por dentro simplesmente por ter o fardo de ser eu. obrigada pelos lenços e desculpe pela banalidade. é que dói, dói tanto. e chega uma hora que caímos todos nos clichês comuns e ordinários das dores de um amor que se foi. romance... essa coisa estúpida alimentada pelas comédias americanas e por esses seus sofás.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
anônimo,
ei, vamo brincar de 'adivinha'?
adivinha se eu curto suspense. te dou uma dica: começa com N e termina com ÃO.
agora me dá uma dica pr'eu adivinhar quem é você :)
adivinha se eu curto suspense. te dou uma dica: começa com N e termina com ÃO.
agora me dá uma dica pr'eu adivinhar quem é você :)
domingo, 4 de dezembro de 2011
às vezes me pego pensando no nosso futuro. no futuro que poderia ter acontecido e nunca foi. em como estaríamos se o caminho escolhido fosse outro.
é inútil, eu sei. não muda nada do que passou e provavelmente são só sonhos, coisas que ainda que tivéssemos escolhido o outro caminho, não teriam acontecido.
mas acalenta. dá um pouco de paz pra esse peito que se transforma em um abismo quando se dá conta de que você não está mais na minha vida.
e no nosso futuro que fico imaginando seríamos tão você e eu, tão nós dois, tão o que éramos e estragamos. tão bobos e bonitos, tão cheios de vida e de calor nos olhos.
rompemos com o destino, eu acho. e é por isso que não consigo te esquecer. porque queiramos ou não, você é meu e eu sou sua. e um dia, em uma esquina qualquer, vamos nos dar conta disso quando nos olharmos como olhávamos antes. por alguns segundos que seja... voltaremos a ser nós dois, sós os dois.
é inútil, eu sei. não muda nada do que passou e provavelmente são só sonhos, coisas que ainda que tivéssemos escolhido o outro caminho, não teriam acontecido.
mas acalenta. dá um pouco de paz pra esse peito que se transforma em um abismo quando se dá conta de que você não está mais na minha vida.
e no nosso futuro que fico imaginando seríamos tão você e eu, tão nós dois, tão o que éramos e estragamos. tão bobos e bonitos, tão cheios de vida e de calor nos olhos.
rompemos com o destino, eu acho. e é por isso que não consigo te esquecer. porque queiramos ou não, você é meu e eu sou sua. e um dia, em uma esquina qualquer, vamos nos dar conta disso quando nos olharmos como olhávamos antes. por alguns segundos que seja... voltaremos a ser nós dois, sós os dois.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
'a ana é problemática demais pra você'. pra coitadinha bem humorada, bem intencionada, focada, determinada, trabalhadora, forte, segura, carinhosa, atenciosa.
e as neuroses, as brigas, as acusações, a gritaria, as ameaças, os dramas propositais, a chantagem emocional, a manipulação barata... só a ana problemática aqui é que sabe.
não sou fácil, nunca fui. mas não arrasto ninguém pro sofrimento junto comigo. é desumano, é injusto.
não sei como vim parar nesse inferno onde estou.
não faço idéia de como sair daqui.
e as neuroses, as brigas, as acusações, a gritaria, as ameaças, os dramas propositais, a chantagem emocional, a manipulação barata... só a ana problemática aqui é que sabe.
não sou fácil, nunca fui. mas não arrasto ninguém pro sofrimento junto comigo. é desumano, é injusto.
não sei como vim parar nesse inferno onde estou.
não faço idéia de como sair daqui.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
daí que eu já tava cansada daquele clima primaveril do blog. girassóis (são lindos, os amo, mas né), tudo laranja-amarelho-vermelho. assim tá melhor. por enquanto.
conversei com minha psicóloga essa semana sobre a minha atual dificuldade em manter amizades. alimentá-las, cultivá-las e essa coisa toda. tentamos nos lembrar qual foi o momento exato onde cortei as amizades que tinha e parei de fazer novas (sim, houve um momento exato e na sessão eu disse: a partir de agora não terei mais amigos). lembramos de algumas coisas, como por exemplo que eu estava fodidamente em depressão naquela época e que havia brigado com duas grandes amigas na véspera. mas ninguém espera que alguém vá MESMO deixar de ter amigos. não alguém sensato, pelo menos. e o problema é meio que esse aí, eu acho.
acontece que tentar viver sozinho é um tanto pesado. sem maiores apegos, sem super baladas combinadas há semanas, sem uma mão na sua ou um colo pra deitar. não tem lá muita graça conquistar coisas importantes e não ter com quem festejar.
de repente me senti totalmente despreparada para a convivência social também, perdi o jeito de aceitar convites pra sair e ter uma conversa razoável, com alguns risos e... e não sei mais o que é mesmo preciso em um encontro agradável. virei uma espécie de pessoa-chata que não comemora muito, não salva números de telefone na agenda, não escreve e-mails, não responde cartas, não atende o celular, nunca mais deu dinheiro pra tim com envio de sms. fechada. chata mesmo.
e não é que eu tenha virado uma ilha (ninguém-pode-ser-uma-ilha, essa frase irrita mais alguém além de mim por aqui?). tive alguns namoros, rolos, encontros esporádicos com conversa agradável, bebedeiras, almoços em família e essas coisas que todo mundo faz sem maiores dores. beijo mi, mãe, carlos e mais alguns.
só perdi o jeito. sabe? não sei socializar e toda essa coisa que exigem da gente. 'o inferno são os outros', uma vez minha psicóloga parafraseou sartre tentando me entender. 'não, o inferno sou eu mesma. acontece bem aqui dentro', foi o que respondi. tem sido assim.
enfim, queria me desculpar por todos os convites não aceitos, os encontros que enrolei e não aconteceram, as desculpas mal elaboradas, os telefonemas não atendidos, as sms paradas na caixa de entrada sem nenhum retorno, as cartas que chegaram e nunca tiveram resposta... desculpa, gente. tô me esforçando, eu juro. vocês são ótimos e gosto de tê-los por perto. não quero perdê-los como tanta gente já se foi.
everything is gonna be alright. acreditem.
conversei com minha psicóloga essa semana sobre a minha atual dificuldade em manter amizades. alimentá-las, cultivá-las e essa coisa toda. tentamos nos lembrar qual foi o momento exato onde cortei as amizades que tinha e parei de fazer novas (sim, houve um momento exato e na sessão eu disse: a partir de agora não terei mais amigos). lembramos de algumas coisas, como por exemplo que eu estava fodidamente em depressão naquela época e que havia brigado com duas grandes amigas na véspera. mas ninguém espera que alguém vá MESMO deixar de ter amigos. não alguém sensato, pelo menos. e o problema é meio que esse aí, eu acho.
acontece que tentar viver sozinho é um tanto pesado. sem maiores apegos, sem super baladas combinadas há semanas, sem uma mão na sua ou um colo pra deitar. não tem lá muita graça conquistar coisas importantes e não ter com quem festejar.
de repente me senti totalmente despreparada para a convivência social também, perdi o jeito de aceitar convites pra sair e ter uma conversa razoável, com alguns risos e... e não sei mais o que é mesmo preciso em um encontro agradável. virei uma espécie de pessoa-chata que não comemora muito, não salva números de telefone na agenda, não escreve e-mails, não responde cartas, não atende o celular, nunca mais deu dinheiro pra tim com envio de sms. fechada. chata mesmo.
e não é que eu tenha virado uma ilha (ninguém-pode-ser-uma-ilha, essa frase irrita mais alguém além de mim por aqui?). tive alguns namoros, rolos, encontros esporádicos com conversa agradável, bebedeiras, almoços em família e essas coisas que todo mundo faz sem maiores dores. beijo mi, mãe, carlos e mais alguns.
só perdi o jeito. sabe? não sei socializar e toda essa coisa que exigem da gente. 'o inferno são os outros', uma vez minha psicóloga parafraseou sartre tentando me entender. 'não, o inferno sou eu mesma. acontece bem aqui dentro', foi o que respondi. tem sido assim.
enfim, queria me desculpar por todos os convites não aceitos, os encontros que enrolei e não aconteceram, as desculpas mal elaboradas, os telefonemas não atendidos, as sms paradas na caixa de entrada sem nenhum retorno, as cartas que chegaram e nunca tiveram resposta... desculpa, gente. tô me esforçando, eu juro. vocês são ótimos e gosto de tê-los por perto. não quero perdê-los como tanta gente já se foi.
everything is gonna be alright. acreditem.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
resposta
bem mais que o tempo que nós perdemos
ficou pra trás também o que nos juntou
ainda lembro o que eu estava lendo
só pra saber o que você achou
dos versos que eu fiz
e ainda espero resposta...
antes de me mudar da casa dos meus pais, decidi que ia queimar meu passado. que inocência pensar que colocar fogo em algumas caixas de carta transformaria em cinzas também a minha memória!
algumas não tive coragem - ou vontade - de queimar e trouxe comigo.
ontem quis reler algumas.
meu coração ficou oco.
essas pessoas fazem tanta falta... não consigo acreditar que nos perdemos, todos nós, sem ver que o tempo passava e levava com ele os sentimentos mais bonitos que ousamos ter.
queria ligar pra um por um, perguntar como vai a vida, marcar um café ou umas doses de tequila, pegar os novos endereços e recomeçar as correspondências.
mas o tempo passou, não é mesmo?
e algumas coisas foram feitas pra ficar apenas no campo da memória... e da saudade...
obs.: ei, Celinha, Kine, Kátia, Mi, Dai, Gislaine, Jeni, Pedro, Cabecinha, Mel, Denise, Anita, Luiza, Rhavenna, Rinna Hanne, Letícia, Alice... que tal um café ou uma tequila?
obs.: ei, Celinha, Kine, Kátia, Mi, Dai, Gislaine, Jeni, Pedro, Cabecinha, Mel, Denise, Anita, Luiza, Rhavenna, Rinna Hanne, Letícia, Alice... que tal um café ou uma tequila?
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
.
Parece que jamais serás a mesma e que nada mais terá sentido como antes, mas assim como é líquida essa tristeza, essas águas são dinâmicas e fluidas. Então deixa que as coisas se renovem, e que as perdas tenham mais de um sentido, que os vazios te ofereçam mais espaço, pra que a vida te compense com o impossível. E permita que a alegria se aproxime, e que traga mais calor para os teus dias, quando tudo nos parece um desolo, é possível ainda assim, ser poesia.
Seja forte, siga em frente, respire fundo, e perceba a importância de se ter braços vazios, pra que se possa ter espaço em si para abraçar o mundo.
[Marla de Queiroz]
Seja forte, siga em frente, respire fundo, e perceba a importância de se ter braços vazios, pra que se possa ter espaço em si para abraçar o mundo.
[Marla de Queiroz]
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
parafraseando TM,
eu mesma me bagunço e tumultuo tudo em mim.
parece que meu coração diz: pára!
silencia. se embrulha e se embaralha.
parece que meu coração diz: pára!
silencia. se embrulha e se embaralha.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
garotas simples
- céus, as mulheres nessas revistas. algumas são noivas de verdade. não são todas modelos. todas sorrindo. é como se a única coisa que importasse fosse encontrar o sapato perfeito para combinar com o vestido. eu conheci essas garotas. estudei com elas. é engraçado. eu sentia pena delas. são garotas simples. só querem encontrar o cara, se casar e, sabe... viver. não sei. acho que você nasce simples, ou nasce... como eu. quero ser a pessoa que fica feliz por encontrar o vestido perfeito. quero ser simples. porque não se coloca uma arma na cabeça de uma garota simples.
Cristina Yang - Grey's Anatomy - 7x01
Cristina Yang - Grey's Anatomy - 7x01
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
é como uma bomba-relógio. não tenho a cronometragem, mas sei que em breve vai explodir.
tudo me afeta demais.
por que eu tenho que ser assim?
odeio esse tédio onde a minha vida decidiu descansar.
preciso de algo que me faça querer viver... viver por viver nunca foi e nunca será meu ideal.
algo que tire meus pés do chão, que me faça lutar, acreditar que posso ser melhor, que tudo pode ser melhor.
um aperto no peito, um nó na garganta...
tudo me afeta demais.
por que eu tenho que ser assim?
odeio esse tédio onde a minha vida decidiu descansar.
preciso de algo que me faça querer viver... viver por viver nunca foi e nunca será meu ideal.
algo que tire meus pés do chão, que me faça lutar, acreditar que posso ser melhor, que tudo pode ser melhor.
um aperto no peito, um nó na garganta...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
então que eu tenho essa mania de ir à fundo. de querer sempre mais, mais um pouco, mais uma explicação, mais uma definição, mais uma certeza.
eu mexo na ferida até que ela fique latejando e sangre tudo o que tiver de sangrar. quero sempre ir mais fundo e não me contento com nenhuma superficialidade.
daí que isso me faz muito mal. faz com que eu remoa todas as dores que já deviam ter ficado no passado. faz com que eu estrague os melhores relacionamentos e sentimentos que tenho. faz com que eu me sinta menor do que realmente sou enquanto finjo ter um ego que mal me cabe.
hoje vou dormir relembrando algumas histórias e amanhã a ferida estará imensa e exposta.
não consigo evitar.
eu mexo na ferida até que ela fique latejando e sangre tudo o que tiver de sangrar. quero sempre ir mais fundo e não me contento com nenhuma superficialidade.
daí que isso me faz muito mal. faz com que eu remoa todas as dores que já deviam ter ficado no passado. faz com que eu estrague os melhores relacionamentos e sentimentos que tenho. faz com que eu me sinta menor do que realmente sou enquanto finjo ter um ego que mal me cabe.
hoje vou dormir relembrando algumas histórias e amanhã a ferida estará imensa e exposta.
não consigo evitar.
sábado, 15 de outubro de 2011
preciso de renovação.
que algo novo aconteça e mude o rumo dos meus passos.
não é que a vida esteja ruim... é que eu sempre preciso de mudanças, de novidade, de brilho nos olhos e frio na barriga.
quero uma novidade bonita e arrasadora, de encher o coração e criar borboletas no estômago.
que venha logo qualquer coisa que mude completamente a minha vida pra melhor.
que algo novo aconteça e mude o rumo dos meus passos.
não é que a vida esteja ruim... é que eu sempre preciso de mudanças, de novidade, de brilho nos olhos e frio na barriga.
quero uma novidade bonita e arrasadora, de encher o coração e criar borboletas no estômago.
que venha logo qualquer coisa que mude completamente a minha vida pra melhor.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
de: eu / para: mim
Desejo que a sua vida inteira seja abençoada, cada pequenino trecho dela, em toda a sua extensão. Que cada bênção abrace também as pessoas que ama e seja tão vasta que leve abraço a outros tantos seres, sobretudo àqueles que mais sofrem, seja lá por que sofrem. Desejo que os nós que apertam o seu coração sejam gentilmente desatados e que os sentimentos que os formaram se transformem na abertura capaz de criar belos laços de afeto. Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.
Desejo que volte para o seu mar quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu tesouro. Que quando encontrá-lo, não seja avarento. Que descubra maneiras para compartilhar a sua felicidade, o jeito mais gostoso para se expandir a riqueza. Desejo que quando os ventos da mudança ventarem mais forte, e sentir medo de ser carregado junto com tudo o que parecerem arrastar, você já conheça o lugar onde nada pode arrastá-lo. Que já saiba maneiras de respirar mais macio, quando as circunstâncias lhe encurtarem o fôlego. Que, com o passar do tempo, a sua alma se torne cada vez mais maleável, mas que seja firme o bastante para nunca desistir de você.
Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz. Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz. Que, ao experimentar um caixote ou outro, não se arrependa por ter entrado na água, nem desista de brincar. Todo mundo experimenta um caixote ou outro, às vezes um monte deles, quando se arrisca a viver. O outro jeito é estar morto. O outro jeito é não sentir.
Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes. Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida. Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.
Desejo que encontre maneiras para se fazer feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir, porque a verdade é que a gente não sabe se tem outro dia. Que quanto mais passar a sua alma a limpo, mais descubra, mais desnude, mais partilhe, com medo cada vez menor, a beleza que desde sempre você é. Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir.
Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, abra os olhos pra dentro e ouça: o meu coração estará dizendo esta mesma prece de amor para o seu. Amor incondicional, exatamente como neste instante. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais.
“Prece para quem se ama”, Ana Jácomo
Desejo que volte para o seu mar quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu tesouro. Que quando encontrá-lo, não seja avarento. Que descubra maneiras para compartilhar a sua felicidade, o jeito mais gostoso para se expandir a riqueza. Desejo que quando os ventos da mudança ventarem mais forte, e sentir medo de ser carregado junto com tudo o que parecerem arrastar, você já conheça o lugar onde nada pode arrastá-lo. Que já saiba maneiras de respirar mais macio, quando as circunstâncias lhe encurtarem o fôlego. Que, com o passar do tempo, a sua alma se torne cada vez mais maleável, mas que seja firme o bastante para nunca desistir de você.
Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz. Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz. Que, ao experimentar um caixote ou outro, não se arrependa por ter entrado na água, nem desista de brincar. Todo mundo experimenta um caixote ou outro, às vezes um monte deles, quando se arrisca a viver. O outro jeito é estar morto. O outro jeito é não sentir.
Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes. Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida. Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.
Desejo que encontre maneiras para se fazer feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir, porque a verdade é que a gente não sabe se tem outro dia. Que quanto mais passar a sua alma a limpo, mais descubra, mais desnude, mais partilhe, com medo cada vez menor, a beleza que desde sempre você é. Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir.
Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, abra os olhos pra dentro e ouça: o meu coração estará dizendo esta mesma prece de amor para o seu. Amor incondicional, exatamente como neste instante. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais.
“Prece para quem se ama”, Ana Jácomo
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