
me toque mansinho
me conte um segredo
ou me enche de beijos.
melhor forma não há pra provar meu amor.
eu te presto atenção,
tento ser sua flor.
vem, te faço um carinho
eu te toco mansinho
te contro um segredo
ou te encho de beijos.


pronde vai todo abridor de lata?
toda carteira de habilitação?
recado não dado, centavo, cadeado?
todo guarda-chuva pra fuga pro temporal!
pronde vai... o achado, o perdido?
eu não sei, veja bem... não me leve a mal...
pronde vai todo outro pé de meia,
carteira, brinco e aparelho dental?
pronde vai... toda diadema?
recibo, receita e o nosso enredo inicial?
pronde vai toalha de acampamento,
presilha, grampo, batom de cacau
elástico de cabelo, lápis, óculos, clips, lente de contato?
a nossa má memória!
a denúncia no jornal?
pronde vai... aliança, chaveiro, chave, chinelo e o controle pra trocar canal?
pronde vai o solo que não foi escrito?
labareda nesse labirinto,
o instinto, o reflexo, sem seguro...
o coro do socorro! o lançamento oficial!
pronde vai... a culpa da cópia?
pronde foi... a versão original!?
pronde vai a bala que se disparô?
o indício da gripe que disseminou
a culpa no porco no bicho animal?
a firmação do pulso! o discurso radical!
o troco em moeda... a lição da queda
pronde foi... nosso humor e moral?
pronde vai todo nosso desalento?
morre brisa, nasce vendaval
pronde vai a reza vencida pelo sono?
ela vale? me fale, me dê um sinal!
São Longuinho, São Longuinho,
me fale, me dê um sinal...
pra onde foi?
o canhoto, benjamim de tomada
passaporte, número de telefone, certidão, registro com foto,
simpleza, prudência, clareza... consideração!
autenticidade, compaixão, certeza...
a urgência, o acaso e a ocasião,
a postura, o primeiro nome, o amuleto, a muleta,
a raiva, a régua, a borracha, o erro, a rasura, a razão.
carregador de bateria, euforia, a perda, a pendência, o pudor, o perdão!
extrato, a ponta, a conta nova, a cola da prova e a extensão,
o estímulo, exemplo, a voz dissonante...
a coragem do meu coração!
São Longuinho, São Longuinho
me fale, me dê um sinal!
São Longuinho, São Longuinho
pra onde foi a coragem do meu coração?